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A paisagem eleitoral em movimento

Desde 1994, toda eleição presidencial brasileira terminou num duelo entre o candidato do PT e um adversário — o PSDB por cinco eleições seguidas, depois Bolsonaro. Este gráfico mostra a margem entre os dois em cada estado, eleição a eleição: cada bolha é uma UF, o tamanho é o seu peso eleitoral, e as linhas ligam o mesmo estado através do tempo. Dá para ver o Nordeste cruzar para o lado do PT a partir de 2006, o Sul e o Centro-Oeste se afastarem na direção oposta, e o país inteiro se esticar para os extremos: os quase-empates estaduais dos anos 1990 viraram margens de 40, 60 pontos.

…ou clique numa bolha para seguir a UF.

← mais PTmais adversário →-50-25+25+502022Lula50,9% ✓Jair Bolsonaro (PL)49,1%2018Fernando Haddad44,9%Jair Bolsonaro (PSL)55,1% ✓2014Dilma51,6% ✓Aécio Neves (PSDB)48,4%2010Dilma56,1% ✓José Serra (PSDB)44,0%2006Lula60,8% ✓Geraldo Alckmin (PSDB)39,2%2002Lula61,3% ✓José Serra (PSDB)38,7%1998decidida no 1º turnoLula31,7%Fernando Henrique (PSDB)53,1% ✓1994decidida no 1º turnoLula27,0%Fernando Henrique Cardoso (PSDB)54,3% ✓
Margem entre os dois:PT por 20+ pontosPT por 5–20quase empateadversário por 5–20adversário por 20+Área da bolha ∝ votos válidos da UF

Margem UF a UF (pontos percentuais entre os dois primeiros; negativo = PT na frente)

UF19941998200220062010201420182022
Acre+39+20-20-5+39+27+54+41
Alagoas+72+42+13-23-7-24-20-17
Amapá+38+5-51-41-25-23+0+3
Amazonas+44+36-40-74-61-30+1-2
Bahia+20+18-31-56-42-40-45-44
Ceará+39-4-44-65-55-53-42-40
Distrito Federal-7+15-25-14-6+24+40+18
Espírito Santo+37+51-19-31+2+8+26+16
Exterior—+48-20+8+18+54+42-3
Goiás+57+54-14-10+2+14+31+17
Maranhão+46+25-17-69-58-58-47-42
Mato Grosso+54+63-9+1+2+9+33+30
Mato Grosso do Sul+48+42-10+10+10+13+30+19
Minas Gerais+49+33-33-30-17-5+16-0
Pará+28+32-5-20-6-15-10-9
Paraíba+42+15-14-50-23-29-30-33
Paraná+45+36-18+2+11+22+37+25
Pernambuco+19+30-14-57-51-40-33-34
Piauí+23+28-21-55-40-57-54-54
Rio de Janeiro+29-0-58-39-21-10+36+13
Rio Grande do Norte+45+32-17-39-19-40-27-30
Rio Grande do Sul-6-9-12+11+2+7+26+13
Rondônia+49+51-11-11+5+10+44+41
Roraima+68+55-31+23+33+18+43+52
Santa Catarina+11+15-28+9+13+29+52+39
São Paulo+35+35-11+5+8+29+36+10
Sergipe+12+15-15-20-7-34-35-34
Tocantins+62+60-8-41-18-19-2-3

Fonte: votação nominal por município/zona (TSE), turno decisivo de cada eleição — 2º turno quando houve; 1994 e 1998 foram decididas no 1º. A margem compara só os votos do candidato do PT e do principal adversário nacional («two-party»); nos anos de 1º turno os demais candidatos ficam fora da margem, mas contam no tamanho da bolha (votos válidos). «Exterior» = voto no exterior (ZZ), disponível desde 1998.

Como ler

  • Cada linha é uma eleição presidencial (a mais recente em cima); cada bolha, uma UF — quanto mais à esquerda, maior a vantagem do candidato do PT naquele estado; quanto mais à direita, maior a do adversário.
  • A margem compara só os votos dos dois primeiros colocados («two-party»); o eixo marca a diferença em pontos percentuais entre eles.
  • A área da bolha é proporcional aos votos válidos da UF — São Paulo é sempre a maior.
  • As linhas finas ligam a mesma UF de uma eleição à outra; escolha uma UF no seletor (ou clique numa bolha) para seguir a trajetória dela.
  • «Exterior» agrega o voto dos brasileiros fora do país (desde 1998). O voto em trânsito de 2010 conta nos totais nacionais, mas não vira bolha.

Fonte: TSE — votação nominal por município e zona (dados abertos), eleições presidenciais de 1994 a 2022, agregada por UF no turno decisivo (2º turno quando houve; 1994 e 1998 foram decididas no 1º).

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